quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Por que estudamos História?


Foto: Internet
Decidi escrever esse pequeno texto, pois ouço muitas pessoas perguntando, principalmente alunos, por qual motivo devemos estudar História? Se pararmos para pensar o mundo vem se desenvolvendo rapidamente, cada vez mais as informações chegam rapidamente. Nosso cotidiano cada vez mais corrido, sem tempo para fazermos quase nada, quando temos muito que fazer. Sem falar na tecnologia, cada vez mais avançando, sofisticada, ano após ano uma invenção aprimorada. Mas, será que realmente somos uma civilização atualmente desenvolvida ou só aprimoramos o que o já existi?
Façamos um volta no tempo, lá nos primórdios, quando o homem, ainda nômade, e nem imaginava sua capacidade. Até que ele descobre uma técnica, o fogo, aquele elemento que nunca tinha se quer pensando que pudesse existir e o quanto bom e perigoso pudesse ser. Então, ele resolve aquecer os alimentos que caça e aí descobre o cozimento, descobre que aquele elemento o aquece do frio e o protege dos perigos que o rodeia e que hoje é tão prático ascender um fogão para cozinhar, uma lareira ou uma fogueira para nos aquecer, parece tão óbvio, tão fácil.
Foto: Internet
Depois de algum tempo, desenvolve outra técnica, percebe que o solo é capaz de fazer crescer plantas que podem ser consumidas, então nasce o que chamamos de agricultura e então esse homem percebe que não precisa mais sair de um lugar para outro quando a comida fica escassa e aí ele se torna sedentário. Logo a agricultura se torna umas das principais atividades durante todo o contexto histórico da humanidade, inclusive o Brasil tem por sua base econômica a agricultura, exporte alimentos para outros países, como açúcar, café, entre outros.  Sem mencionar as civilizações antigas que desenvolveram a matemática, astronomia e entre outras coisas que são de muita utilidade para a sociedade. Então fica a pergunta, será que somos realmente uma sociedade avançada ou são as antigas?
É por essas questões que a História debruça seus estudos, no desenvolvimento, mudanças, permanências da sociedade. Questões que foram se modificando ou somente continuaram a existir no cotidiano, na cultura. Por exemplo, o papel da mulher em outros tempos era um e hoje em dia outros, a mulher ganhou um pouco mais de espaço, apesar de haver restrições que permaneceram como sendo obrigações femininas. Com a História, que se apóia em outras áreas, como a sociologia, antropologia, filosofia, música, ciência, entre outras, tendo como base para os estudos as chamadas fontes, bibliografias ou primárias, que são como a “matéria-prima” da História que impulsiona as pesquisas. Logo, quando temos esses conhecimentos históricos, somos capazes de responder perguntas como “Será que somos uma civilização avançada?”, “De onde viemos?”, “Como foram sendo desenvolvidas tantas tecnologias que nos ajudam no dia-a-dia?” ou de uma forma mais peculiar “De onde vem a origem de minha família?”.

sábado, 15 de julho de 2017

Uma breve história dos Quarteirões de Petrópolis

Foto internet
Quando Petrópolis foi planejada pelo major Koeler, ele a dividiu em quarteirões, que são nada mais que bairros, que nós petropolitanos residimos e não fazemos idéia de como surgiu ou a origem de seu nome e muito menos a importância que representam para a história da cidade. Ao fundar a cidade, Julio Frederico Koeler teve de demarcar os territórios e numerar numerá-los.

De acordo com Arthur Leonardo, primeiramente a cidade foi dividida em vilas, que eram áreas vinculadas ao Palácio da Fazenda do Córrego Seco e em seguida em quarteirões, que eram os lotes que tinham tamanho suficiente para a residência das famílias de colonos.

A planta da cidade do ano 1846 apresentava a seguinte composição, duas vilas: a primeira a Vila Imperial e a segunda Vila Teresa e onze quarteirões: Bingen, Castelânea,Ingelheim,Mosela, Nassaum Palatinato Superior, Planatinato Inferior, Renânia Central, Renânia Inferior, Siméria , Westfalia.
No ano de 1854, foi criada a seegunda planta que compunha mais onze quarteirões: Brasileiro, Darmstadt, Frânces, Inglês, Mineiro, Presidência, Princesa Imperial, Renânia Superior, Suíço, Woerstadt, Worms.

A denomiação dos bairros (quarteirões) foi dada por Koeler em seus sucessores para homenagiar os locais da Alemanha onde vieram os colonos , tais como: Bingen, Castelânea, Darmstadt, Ingelheim, Mosela, Nassau, Palatinato, Renânia, Siméria, Westfália, Woerstadt e Worms. Além desses foram homenageados os grupos brasileiros que eram integrantes da sociedade petropolitana: Brasileiro, Francês, Inglês e Suíço; Em homenagem à Coroa (Vila Imperial, Vila Teresa, Princesa Imperial); ao governo (Presidência); e regiões ligadas à mais importante estrada que cruzava a cidade (Mineiro).

Foto internet
Organização dos Quarteirões de acordo com as bacias dos rios:
Bacia do Palatino: Palatino Superior, Palatino Inferior, suíço.
Bacia do Piabanha: Woerstadt (Meyer), Bingen, Darmstadt, Ingelheim ,Mosela, Nassau, westfália, Brasileiro.
Bacia do Quitandinha: Worms, Inglês, Renânia Superior, Renânia Central, Renânia Inferior, Siméria, Castelânea , Francês.

Os nomes dos quarteirões nunca foram modificados e permanecem até os dias de hoje. Os bairros que foram nomeados popularmente foram o Valparaíso e Morin.


Fonte: http://www.ihp.org.br/26072015/lib_ihp/docs/alse19941025.htm



sábado, 24 de junho de 2017

Palácio Rio Negro



Palácio Rio Negro - Foto: Roberto Bessa
O Palácio Rio Negro que fica na Avenida Koeler, no Centro de Petrópolis, foi erguido por Manoel Gomes de Carvalho, Barão do Rio Negro, co objetivo de ser seu Palácio de Verão, que após três meses da proclamação da República, no ano de 1889, adquiriu o terreno que pertencia aos herdeiros da família Klippel. Entretanto, pouco usufruiu, pois acabou transferindo seu negócio do ramo de cafeicultura para Paris, por conta disso, seu Palácio acabou sendo alugado pelo Estado do Rio de Janeiro, no momento em que Petrópolis tornou-se a capital do Estado.

No mês de Fevereiro de 1896, tanto o  Palácio quanto a residência que existia ao lado, pertencentes aos herdeiros do Barão do Rio Negro, foram vendidos ao Estado do Rio de Janeiro e passou a servir como residência oficial do governante. Mas, em 1903, o Palácio passou a pertencer ao Governo Federal e com isso tornou-se residência oficial de verão dos presidentes da República.

Em fevereiro de 1896, o Palácio e a casa ao lado, pertencentes a um dos filhos do Barão, foram vendidos ao Estado do Rio de Janeiro para servir de residência oficial do governante. Em 1903, o Palácio foi incorporado ao Governo Federal e passou a ser residência oficial de verão dos presidentes da República.

É também um museu dedicado à memória da República. Dentre os presidentes que passaram os verões no Palácio Rio Negro estão: Rodrigues Alves, Afonso Pena, Nilo Peçanha, Hermes da Fonseca, Wenceslau Brás, Epitácio Pessoa, Artur Bernardes, Washington Luiz, Getúlio Vargas, Gaspar Dutra, Café Filho, Juscelino Kubitschek, João Goulart e Costa e Silva. O seu mais assíduo frequentador foi o Presidente Getúlio Vargas e Luis Inácio Lula da Silva em 2008. O casamento de Hermes da Fonseca com a senhora Nair de Teffé, foi celebrado no Palácio.

Por várias décadas, constituíram-se relatos a respeito de fatos curiosos sobre a passagem de alguns presidentes, que hoje são fontes de pesquisa sobre a presença da República na cidade. De acordo com informações, o Palácio Rio Negro é vinculado ao Museu da República, ao IBRAM e integra a memória da cidade de Petrópolis.

Foram feitos no piso do andar térreo restaurações que revelaram a decoração original em madeira de pés de café, que era símbolo da riqueza do Barão do Rio Negro e em exposição estão o mobiliário e os objetos que foram selecionados do acervo sob a guarda do Museu da República e quadros de todos os presidentes se hospedaram nos verões em ordem cronológica, desde Washington Luiz até Luis Inácio Lula da Silva.



segunda-feira, 19 de junho de 2017

Cervejaria Bohemia


Fonte: Cortesia André Luiz
Petrópolis é conhecida por sua fabricação de cervejas artesanais e por suas fábricas da cerveja Itaipava e a mais tradicional a Cervejaria Bohemia.

No ano de 1850, Henrique Leiden foi o responsável por trazer ao Brasil as indústrias cervejeiras e ao chegar a Petrópolis fundou uma fábrica de cervejas. Após dez anos, Henrique Kremer um colono alemão, que morou na cidade, cuja residência se encontra na Avenida Koler, tornou-se o proprietário da cervejaria e junto com sua família expandiu a fábrica. Seu neto assumiu e ficou a frente do negócio e modernizou todo o processo da Fábrica, que por sua vez já havia adquirido reconhecimento.

Foto: Internet
Foi no ano de 1898 que a fábrica recebeu o nome de Cervejaria Bohemia, que permanece até os dias de hoje. Começaram então a ser produzidas diversos tipos de cervejas, tais como: Viena, Quitandinha, Bohemia, Petrópolis Back Maite e Bola Preta e os chopes tanto claros quando escuros e refrigerantes. O mestre cervejeiro Alberto Duringer, formado na Suíça, passou a fazer parte dos funcionários que trabalhavam na fábrica.

Foto: Internet
No início do século XX, a Bohemia passou a ser reconhecida como a mais importante fábrica de cervejas do Estado do Rio de Janeiro e exportou cervejas para diversos Estados Brasileiros, tendo como matérias-primas nacionais e internacionais de melhor qualidade. Em 1972, a Cervejaria ganha forma que hoje é conhecida, pois com o aumento de produção, se tornou uma fábrica pequena para acompanhar o crescimento. No ano de 1998 as cerveja passaram a ser fabricadas em uma unidade de Jacarepaguá, porém a fabricação continuou aumentando e como conseqüência a distribuição também.

No século XIX, no início, mas precisamente em 2002 começa a se desenvolver um conceito de harmonização gastronômica da cerveja e então a Bohemia lançou a cerveja Bohemia escura de estilo Schwarzbier que foi produzida com maltes raros e importados de Munique, na Alemanha e a primeira cerveja a base de trigo, conhecida como Bohemia Weiss. Nos anos de 2005, 2008, 2010 e 2011 foram lançadas as cervejas de edição limitada e as latas de 310ML e as novas embalagens.

Em 2012 a fábrica é reaberta depois de passar por reformas e foi criado um museu da cerveja e um restaurante. No ano seguinte a Bohemia ganhou uma medalha de ouro no festival brasileiro da cerveja e em 2014, 2015 a cervejaria lançou mais cervejas novas.
Foto: Internet

Em 2016 ocorreu de lançamento de três cervejas em homenagem a Petrópolis, Aura Lager, 14-weiss e 838 Pale Ale  e em comemoração a vigésima sétima edição da Bauernfest, festa do colono alemão que acontece na cidade todos os anos entre os meses Junho e Julho, a cervejaria lançou a cerveja Bohemia Bauernfest e  a Magna Pils, inspirada nas flores hortênsias que tem na cidade desde o século XIX
As pessoas podem visitar a cervejaria e fazer um tour conhecendo a história, no site se encontra os dias e a hora de visitação além dos preços dos ingressos.

Fonte: http://www.bohemia.com.br/




segunda-feira, 12 de junho de 2017

Conservatório de Música


Museu Imperial e uma das sedes do Conservatório de Música
Fonte: Internet
Muito importante na vida musical das pessoas que moravam na Corte, uma instituição de ensino que formou músicos e organizou eventos, o conservatório de música do Rio de Janeiro foi fundado no segundo Reinado no ano de 1841, por Francisco Manuel da Silva, o autor do Hino Nacional Brasileiro, com o patrocínio do governo Imperial. Entretanto, começou a funcionar efetivamente no ano de 1848, em um salão do Museu Imperial no Rio de Janeiro, tendo somente seis professores.

A primeira sede do conservatório passou a ser no prédio da Academia Imperial de Belas Artes em 1855 e no mesmo ano começou a ser organizado concurso para a escolha de mestres e prêmio para viagens ao exterior. A sede foi inaugurada pela Princesa Isabel em 1872. Logo após o Brasil ter se tornado República, o conservatório passou por uma reforma e começou a ser chamado de Instituto Nacional de Música e seu diretor foi Leopoldo Miguez.

Durante a direção, 1913, de Alberto Nepomuceno, o Instituto teve uma nova sede, o currículo e o regimento interno foram repaginados também, além de terem sido abertos concursos para a contratação de novos docentes e a criação da Congregação da Instituição.

A primeira orquestra foi formada em 1923 e era regida por Francisco Braga. Já na Administração de Luciano Gallet, 1930, teve início uma nova reforma curricular e foi implantada durante a gestão de Guilherme Fontainha, que lançou também a Revista Brasileira de Música no ano de 1934. Com a absorção do Instituto pela Universidade do Rio de Janeiro, este acabou encerrando suas atividades como autônomo.

Casa Duque Estrada Meyer
Fonte: Internet
No ano de 1937 a Universidade do Rio de Janeiro passou a se chamar de Universidade do Brasil e o Instituto Escola Nacional de Música, porém em 1965 por conta do Decreto nº 4.759, a Universidade do Brasil voltou a ser chamada de Universidade do Rio de Janeiro e a Escola Nacional de Música, Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro


A relação do Instituto de Música com a cidade de Petrópolis, se dá através do músico, maestro e compositor Paulo Augusto Duque Estrada Meyer, o Duque Estrada Meye,um flautista de renome no Rio de Janeiro no final do século XIX e foi professor do Conservatório de Música e diretor do Instituto Nacional de Música, cuja sua residência construída em 1920, encontra na cidade e pertenceu aos seus herdeiros.

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Hospital Santa Teresa

Hospital tradicional de Petrópolis:

Um pouco da história de um dos hospitais conhecidos da cidade de Petrópolis e que em  sua estrutura carrega mais de 100 anos de História., Hospital Santa Teresa.

No dia 12 de março de 1876, há 141 anos, foi inaugurado pela família imperial o Hospital Santa Teresa, que recebeu esse nome em homenagem a Imperatriz Teresa Cristina, esposa de D Pedro II, que não mediu esforços para dar uma melhor assistência médica aos humildes.  De acordo com José Kopke Fróes, o terreno, que foi construído o hospital, foi adquirido pelo Sr. João Loos, que o comprou por quatro contos de réis. A pedra que deu origem a construção, foi lançada em 02 de fevereiro de 1871 e o projeto elaborado na mesma data, porém de 1872.  Os primeiros funcionários do hospital foram o Dr. Domingos Pereira de Brito e os enfermeiros João Enrique Kuhn e Miguel Suess.
Hospital  Santa Teresa  após a inauguração
Fonte: IHP

Em 29 de janeiro de 1901, o hospital foi entregue aos cuidados das irmães da congregação de Santa Catarina, através do decreto do presidente do Estado do Rio de Janeiro, nesse mesmo ano foram inauguradas algumas instalações do hospital, tais como, duas enfermarias para homens, uma de medicina, uma para cirurgia e duas para mulheres, além de uma mdesta capela, secretaria e a sala do médico.

Nos anos de 1910 a 1920 teve a inauguração da atual capela, além do sanatório S. José e depois para o pavilhão S. Geraldo,para o tratamento de tuberculosos e foi iniciada no mesmo ano a  construção do necrotério.Todas essas construções foram feitas sob a direção da irmã Julieta, que no ano de 1915, foi construída a casa das irmãs que estavam de serviço no hospital. Além disso, foram construídas também três enfermarias e uma seção de maternidade. Além disso, também foram criado um segundo pavimento de sanatório para tuberculosos, maternidade e a enfermaria infantil.

A irmã Paula Schaeffer,nascida em Juiz de Fora (MG), se mudou para Petrópolis para complementar seu curso que ainda era de noviça. Por conta da gripe da chamada gripe espanhola que assolou o Brasil no não de 1918, entrou no hospital substituindo a irmã Inácia.  Foi uma diretora importante para o hospital. Foi supervisora do ano de 1942 até 1948 e de 1950 até 1956, cujo nos primeiros aos de administração, no dia 07 de setembro de 1942, juntamente com a prefeitura, terminou a construção do então pronto socorro, que foi dirigido pelo Dr. Nelson de Sá Earp. Sob a supervisão da irmã Paula foi criado o banco de sangue.  Em 1945, ocorreu uma enchente na cidade e causou o tombamento de um ônibus com 69 nordestinos que foram atendidos no pronto socorro no período do carnaval.  
Hospital Santa Teresa
Fonte: Internet

Na comemoração do Centenário do hospital Santa Teresa, o Dom Pedro Gastão de Orlaes e Bragança , neto da Princesa Isabel e do Conde d’Eu, fez um discurso em homenagem ao hospital:

“Pedro Gastão de Orleans e Bragança (Dom)
Sinto-me muito à vontade para poder falar nesta casa.

Aqui nasceram quatro dos meus filhos.

Aqui, minha mulher, meu pai e minha mãe foram tão bem acolhidos e tratados por várias vezes.

Aqui também esteve minha avó, a Princesa Isabel, e meu avô o Conde d`Eu, acompanhando meu bisavô, o Imperador Dom Pedro II, quando colocou esta primeira pedra.

Depois de tão bonitos conceitos que ouvimos do nosso Prefeito, eu só queria dar uma pequena palavra de agradecimento.

Agradecimento às madres, agradecimento aos médicos, ao Dr. Nelson de Sá Earp, ao Dr. Donato D´Angelo, ao Dr. Aldo Labronice.

Eu sou pai de seis filhos, e quantas vezes senti aqui o carinho e o tratamento, depois de um braço quebrado, um pé torcido, uma perna em mau estado, ao cair de uma árvore, ou de um cavalo. Sempre senti aqui não somente o acolhimento da técnica, da eficiência dos médicos, mas o que sempre muito nos comoveu, a minha mulher e eu, foi o carinho, a compreensão, e a fé cristã, que é uma coisa muito importante para o doente, num momento de sofrimento sentir ao nosso lado, uma pessoa rezando, e pedindo a Deus para a salvação do corpo e da alma, uma equipe destas, freiras e médicos.

Minhas palavras são só para agradecer, como bisneto do Imperador, o carinho que minha família sempre aqui recebeu.”




terça-feira, 30 de maio de 2017

História da saúde em Petrópolis


Foto da Internet
Hospital Alcides Carneiro

Dentre os conteúdos abordados neste blog sobre a cidade de Petrópolis, talvez seja pertinente tratar sobre a saúde e doença, pois ao se estudar a área da História da Saúde e da Doença, torna-se possível entender alguns aspectos sociais. Por exemplo, ao falar  das doenças que afligiam uma determinada sociedade, começamos a perceber aspectos da condição de moradia, condições de higiene, dentre outros fatores, que se encontravam as pessoas, principalmente as pobres que habitavam a cidade, o país. Já as questões de saúde, estão atreladas à assistência médica e às formas de tratamento que eram realizadas.

Além disso, ao se estudar os conceitos de saúde e doença que estavam ou estão presentes no discurso das pessoas, torna-se possível entender a parte cultural da sociedade, pois muitas vezes esses conceitos estão relacionados ao sobrenatural, ao místico. Logo, para essas pessoas o tratamento deve ser feito a base de terapias populares, uso das plantas medicinais, entre outras formas de tratamento. Essas questões podem ver na história do Rio  de Janeiro, principalmente no período Imperial, quando a cidade foi assolada pela Febre Amarela e outras doenças durante o século XIX.

Petrópolis, foi uma cidade que teve sua importância, desde o primeiro reinado, servia de refúgio para aqueles que queriam fugir  do calor intenso nos verões da Côrte, no Rio de Janeiro. D. Pedro I passou muitos verões na Serra, hospedado na Fazenda do Padre Correa, inclusive por conta dos problemas de saúde de sua filha. Posteriormente,  comprou a sede da Fazenda do Córrego Seco, onde foi construído no Segundo Reinado de D. Pedro II o Palácio de Verão, atualmente é o Museu Imperial.

Varias pessoas começaram a se mudar para a cidade em busca de um clima mais ameno nos verões. Petrópolis serviu como local de tratamento para aqueles que sofriam com a tuberculose, devido ao seu clima mais fresco, com isso a cidade acabou sendo popularizada.

Foto: Internet
Em Maio de 1843, a Instituição do IPASE (Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores do Estado) que atuava no Rio de Janeiro e mantinha o Hospital dos servidores do Estado (HSE), dividiu o departamento de Tisiologia (tratamento da tuberculose), que cuidava dos servidores tuberculosos,  os encaminharam para serem internados nos sanatórios nas cidade de Petrópolis, Nova Friburgo e Campos do Jordão, logo foi adquirido no bairro de Correias, Distrito de Petrópolis,  o sanatório Bela Vista,  que em 01 de julho de 1843 se torna um hospital público.  No ano de 1850, foi ampliado e passa a ser chamado de Sanatório Alcides Carneiro, contendo  capacidade de 260 leitos para Tisiologia e Cirurgia Torácica.

Hoje, o sanatório Alcides Carneiro, é o Hospital público Alcides Carneiro (HAC) , que no ano de 1973, a faculdade de Medicina de Petrópolis, Fase (Faculdade Arthur Nelson de Sá Earp) passou a ter convênio e utiliza das instalações para auxiliar às aulas dos cursos de Medicina, Enfermagem, Nutrição. No ano 2000 a Universidade Católica de Petrópolis (UCP) passou também a ter convênio para as atividades do curso de Fisioterapia.

Fonte: http://www.alcidescarneiro.com/institucional/historico%20Hac.pdf






terça-feira, 23 de maio de 2017

Negros em Petrópolis no período Imperial



Foto Internet

Não são muitos os registros da vida do negros africanos em Petrópolis, apesar de ter havido um clube de comércio, localizado na esquina da Rua D. Januária, atualmente a rua Marechal Deodoro, possuía atividades bastante diferentes e uma delas eram os serviços de locação,compra e venda de escravizados. Muitas dessas pessoas negras que vieram para a cidade, trabalhavam em serviços domésticos, eram libertados ou livres, haja vista que ao projetar a construção de Petrópolis,  Julio Frederico Koeller priorizou a mão-de-obra livre de imigrantes europeus, principalmente alemães.

Entretendo os registros que existem  estão nos livros de sepultura do primeiro cemitério da cidade de 1885, que traz as principais nacionalidades de africanos que habitaram Petrópolis, tais como,Angola, Moçambique e Congo. Nesses livros, também se encontram seus nomes, as datas do falecimento, causa da morte, número da sepultura e a idade. Os principais jornais da época, como o Mercantil e o Parayba, que retratavam o cotidiano da sociedade petropolitana, também traziam anúncios de fugitivos,cozinheiras, jardineiros,engomadeira, amas de leites, dentre outros.

Anúncio do Jornal "Parayba" Biblioteca Municipal de Petrópolis
Umas das curiosidades que os jornais traziam eram as figuras populares, cada uma com sua história triste, engraçada, como o caso do João Moçambique que andava pelas ruas sempre murmurando dizendo  “eu  vou embora, vou mesmo”. E estava sempre carregando uma lata  com a qual pegava comida tanto nas dependências do palácio imperial quanto em casa de famílias petropolitanas. Além disso, passeava às margens do rio cantando músicas de sua terra e fazendo a lata de tambor. João veio a Falecer no dia 26 de abril de 1894 aos 62 anos.

As informações sobre os negros podem ser encontradas nos registros de batizado que se pode ser feito uma análise sobre a religião e a moralidade dos escravizados pertencentes aos senhores. Outra forma que se pode pesquisar sobre os negros, são nos registros de testamento dos fazendeiros, que trazem elementos de seus escravos e assim os caracteriza na sociedade de Petrópolis e nestes testamentos também podiam constar alforrias. Outros caminhos que podem ser percorridos para estudar os negros são nos relatos de viajantes.

 Eles também participaram inicialmente como mão-de-obra na construção do palácio de Veraneio, atualmente o Museu Imperial da cidade, posteriormente essa mão-de-obra foi substituida pela livre de imigrantes. Além da obra do palácio imperial, eles também contribuíram com a mão-de-obra em outras construções, uma delas é da Igreja Nossa Senhora do Rosário, que a história está publicada no blog.


Fonte: Arquivo biblioteca Municipal de Petrópolis

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Igreja Nossa Senhora do Rosário



Padroeira dos negros escravizados

Foto: Roberto Bessa
A história da Santa no Brasil está relacionada com as obrigações de devoção que os ex-escravos tinham pela santa. Desde a colônia, o culto à Nossa Senhora do Rosários dos Pretos está relacionada à lenda de Chico Rei das Minas Gerais que a alforria  foi adquirida por conta do trabalho, encontra-se na origem da organização da irmandade do Rosário e de Santa Eugênia. A do Rosário está relacionada com a festa dos Reisados, e a Eugênia com a dos Reis Magos, ou seja, festas da “Cangada” ou do Congo. E foi na capella de Nossa Senhora do Rosário dos pretos de Vila Rica, século XVII, que a irmandade de Nossa Senhora do Rosário foi criada, cujo objetivo era cuidar das tradições da padroeira dos escravos.
Foto: Roberto Bessa

 No Município de Petrópolis, a capela de Nossa Senhora do Rosário foi inaugurada em 03 de maio de 1883, assim como em outras regiões das Minas, ela foi erguida  a  partir de arrecadações de esmolas que foram angariadas, no caso da cidade de Petrópolis, foi através de antigos escravos que na maioria das vezes eram “locados” para prestar serviços aos veranistas e outros que pertenciam às poucas famílias que tinham na área urbana. No dia 06 de maio de 1883 o Monsenhor Roque Monteleone celebrou a primeira missa na Capela.

Com o tempo a capela começou a apresentar condições ruins, precisando assim de reparos, porém somente no século XX que o Bispo Diocesano de Petrópolis, Dom Manoel Pedro da Cunha Cintra, encarregou  o Monsenhor Francisco  Gentil de construir a nova sede, hoje, a Igreja Nossa Senhora do Rosário e sua inauguração parcial ocorreu em dezembro de 1958.
Foto: Roberto Bessa

Possuí um estilo neoclássico e durante a sua construção, de acordo com a história, aconteceu um fenômeno, a aparição de água, porém não havia sido registrado nenhum tipo de manancial durante a construção. Logo, a fonte construída onde hoje é o colégio Monsenhor Gentil, foi denominada Fonte de Nossa senhora do Rosário.




terça-feira, 9 de maio de 2017

Abolição da Escravidão no Brasil



Lei nº 3353 – de 13 de maio de 1888


Princesa Isabel - Foto: Internet
Há 129 anos, no Brasil, aconteceria o fim de um regime que aprisionou não só pessoas, mas culturas que vieram junto com os cativos de várias regiões da África. A lei Áurea, assinada pela princesa Isabel, em 13 de Maio de 1888, em seu pequeno texto libertava mais de 700 mil escravos, porém cativos já tinham sido libertas antes da abolição da escravidão, principalmente devido às outras leis, como a do Ventre Livre e do                      Sexagenário, dentre outros motivos que impulsionavam a liberdades dessas pessoas.

Escravos em fazenda de café - Foto: Internet
Uma das questões que trazia uma preocupação ao governo era a pressão pelo fim da escravidão que o país sofria, tanto por parte de países quando por quanto de manifestações e e rebeliões contra o regime escravista. Nesse cenário, homens e mulheres temiam serem prisioneiros e sofrerem violência. Contrapondo a isso, os senhores exigiam que a carga de trabalho fosse maior e que aumentassem os castigos físicos, o que acabou ocasionando a fugas e rebeliões e em alguns casos o assassinato dos senhores e feitores.

Assim a escravidão estava perdendo força, e os escravizados se tornavam cada vez mais articulados. Entretanto, mesmo que a polícia estivesse atuando a favor dos senhores, a indisciplina era total e os abolicionistas auxiliavam os cativos às fugas.

Outra questão que marca a libertação, é o fim da monarquia devido à crise que se instaurou. Porém, Mesmo a assinatura da lei sendo considerada o ato mais popular do Império, não agradou proprietários rurais.

A assinatura da Lei Áurea marca a pressão que o país sofreu para que fosse posto fim na escravidão. Após quatro séculos sob esse regime, o Brasil passa a ser um país livre da escravidão, que foi fruto de uma luta política e social.


Vale ressaltar a importância que essas pessoas escravizadas tiveram para a História de nosso país, como por exemplo, na economia, com  trabalhos duros e em más condições; na saúde com sua sabedoria de curar com plantas medicinais que se agregaram à sabedoria dos índios, dentre outras práticas terapêutica de cura; na gastronomia, na dança, na religião, etc. Essas pessoas foram protagonistas, mesmo que indiretamente, pois eram tratados como propriedade, para a construção social e cultural do Brasil.





segunda-feira, 1 de maio de 2017

Vale do Amor



“Santuário”

Foto: Vicktor Correa
O Vale do Amor é um ponto turístico da cidade de Petrópolis criado recentemente, a partir de uma iniciativa privada. O coordenador da Fraternidade Cósmica Universal, o senhor Sérgio Fecher, foi quem deu início ao projeto de construção.

Conta que tudo começou quando sua família foi morar no bairro Fazenda Inglesa, um bairro da cidade, local onde seus avós cresceram, se conheceram, se casaram e tiveram oito filhos. Fecher nasceu na década de 1960 e aos seus 6 anos começou a desenvolver seus dons mediúnicos, porém seu avô não tinha crenças nessas questões sobrenaturais, diferente de sua avó.

No final de 1960, seus avós se mudaram para a área que hoje é conhecido como o “Vale do amor”, um local rodeado por matas, uma cachoeira e animais, como os pássaros presentes. Em sua história o senhor Sérgio diz que durante um período sua família frequentava o Vale para realização de cerimônias e durante essas reuniões, ele teve uma busca espiritual longa, onde lhe foi mostrado um grande portal de entrada no mesmo local onde percebia quando criança um estado de paz profunda, por coincidência descobriu neste mesmo local a pedra de rumo.
Dez anos depois de seu aniversário de 50 anos, adquiriu estas terras e lançou a pedra fundamental, para o início da construção de um grande sonho.

Foto: Vicktor Correa
O Vale do Amor hoje é um santuário, de meditação, de paz e equilíbrio espiritual, os visitantes ao chegaram se deparam com uma linda paisagem de vegetação, monumentos orientais, entre outras.


Projeto já realizados e a serem feitos no Vale :

Um Ashram Universalista com templos cristãos, hindus, budistas e taoista; Hospital Adolph Fritz; Igrejinha de Francisco e Clara; Piscina de batismo; Cachoeira da Umbanda; Cachoeira de limpeza de aura; Teatro e cinema a céu aberto; Espaços ao ar livre para peregrinação; Gruta de Shiva; Gruta de Lourdes; Altar de pedra do Buda; Abacateiro do Chico; Altar de Ganesha; Montanha sagrada; Mosteiro para hospedagem dos retiros; Viveiro ambiental; Chalés para tratamentos de terapias alternativas; Anfiteatro para palestras Seminários e eventos beneficente


Yin -Yang - Foto: Vicktor  Correa

Jardim Japonês - Foto: Vicktor  Correa

Detalhe de uma escultura orando para a santinha
Foto: Roberto Bessa

Buda - Foto: Roberto Bessa

Encontro de ciclistas com mochileiros que acontecem uma
vez por ano - Foto: Roberto Bessa
Foto:site fraternidade Universal


Endereço:

Estr. do Mata Cavalo, s/n - Fazenda Inglesa, Petrópolis - RJ




domingo, 23 de abril de 2017

Dia dos Escoteiros - 23 de Abril


“SEMPRE ALERTA”
            
 O escotismo foi fundado no ano de 1907 pelo militar inglês Robert Stephenson Smyth Baden-Powell, que tinha por objetivo ensinar valores morais através de atividades práticas ao ar livre, valores estes que priorizavam a honra, baseado na Promessa e Lei Escoteira, permitindo o crescimento do jovem como cidadão pelo seu próprio esforço, desenvolvendo a fraternidade, lealdade, responsabilidade, respeito e disciplina.

Em uma de suas campanhas militares Banden-Powell estava com o contingente de infantaria reduzido, e com muitos soldados bem dispostos nos serviços básicos de acampamento, como por exemplo, tarefas de cozinha, montagem de campo e primeiros socorros. Visto isso, resolveu colocar os jovens da região aliada para realizar essas atividades básicas, recuperando  sua infantaria. Com isso, o militar percebeu que os jovens tiveram uma boa atuação nas tarefas propostas. Assim, retornou ao seu país de origem e logo realizou o primeiro acampamento escoteiro da história, na Ilha de Brownsea,localizada na costa da Grã-Bretanha, testando pela primeira vez seu método educacional compilado em seu livro "Escotismo para Rapazes".

Os grupos escoteiros dividem-se pelas modalidades: Básica, ar e mar. Os jovens podem ingressar a partir dos 7 anos, encaixando-se nos ramos (categorias) Lobinho (7 a 10 anos), Escoteiro (11 a 14 anos), Sênior (15 a 17) ou Pioneiro (18 a 21). Após essa faixa etária, as pessoas podem ingressar como voluntários nos grupos como Escotistas, atuando na parte administrativa ou mesmo na parte prática/educacional.

No Brasil, o escotismo chegou em 1910, através de marinheiros que retornavam da Inglaterra no encouraçado Minas Gerais trazendo consigo uniformes e acessórios escoteiros depois de acompanhar de perto o sucesso do movimento de Baden-Powell. 

Petrópolis teve como primeiro grupo escoteiro o  80º Grupo Escoteiro General Rondon, localizado no bairro da Posse. Grupo este que infelizmente não existe mais. Já em maio de 1965 foi fundado por estudantes franciscanos o 35º Grupo Escoteiro João XXIII, no qual, sua sede está localizada hoje no bairro Quitandinha, no campus do Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC). Além desse grupo ainda ativo, a cidade conta com mais dois grupos escoteiros, 130º G.E. Dom Pedro, localizado no Bairro Bonfim no Campo de Aventuras Paraíso Açu e o e 132º G.E. Oliveira Bulhões no bairro do Cascatinha, na Fazenda Samambaia. 






Contatos G.E.s de Petrópolis:

35º G.E. JOÃO XXIII:  Av. Getúlio Vargas, 333 - Quitandinha, Petrópolis - RJ
(24) 99923-1148 

Reuniões todos os sábados, 14hs

132º G.E. OLIVEIRA BULHÕES: 
Estr. da Samambaia, 138 - Samambaia, Petrópolis - RJ

ge.cascatinha@gmail.com
Reuniões todos os sábados, 14hs

130º G.E. DOM PEDRO: Parque Nacional da Serra dos Orgãos - Estrada do Bonfim, 3511 Petrópolis - RJ
(24) 2236-0003

Reuniões todos os sábados, 10hs