Não são muitos os registros da vida do negros africanos em Petrópolis, apesar de ter havido um clube de comércio, localizado na esquina da Rua D. Januária, atualmente a rua Marechal Deodoro, possuía atividades bastante diferentes e uma delas eram os serviços de locação,compra e venda de escravizados. Muitas dessas pessoas negras que vieram para a cidade, trabalhavam em serviços domésticos, eram libertados ou livres, haja vista que ao projetar a construção de Petrópolis, Julio Frederico Koeller priorizou a mão-de-obra livre de imigrantes europeus, principalmente alemães.
Entretendo
os registros que existem estão nos
livros de sepultura do primeiro cemitério da cidade de 1885, que traz as
principais nacionalidades de africanos que habitaram Petrópolis, tais como,Angola,
Moçambique e Congo. Nesses livros, também se encontram seus nomes, as datas do
falecimento, causa da morte, número da sepultura e a idade. Os principais
jornais da época, como o Mercantil e o Parayba, que retratavam o cotidiano da
sociedade petropolitana, também traziam anúncios de fugitivos,cozinheiras,
jardineiros,engomadeira, amas de leites, dentre outros.
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| Anúncio do Jornal "Parayba" Biblioteca Municipal de Petrópolis |
As
informações sobre os negros podem ser encontradas nos registros de batizado que
se pode ser feito uma análise sobre a religião e a moralidade dos escravizados
pertencentes aos senhores. Outra forma que se pode pesquisar sobre os negros,
são nos registros de testamento dos fazendeiros, que trazem elementos de seus
escravos e assim os caracteriza na sociedade de Petrópolis e nestes testamentos
também podiam constar alforrias. Outros caminhos que podem ser percorridos para
estudar os negros são nos relatos de viajantes.
Eles também participaram inicialmente como
mão-de-obra na construção do palácio de Veraneio, atualmente o Museu Imperial
da cidade, posteriormente essa mão-de-obra foi substituida pela livre de
imigrantes. Além da obra do palácio imperial, eles também contribuíram com a
mão-de-obra em outras construções, uma delas é da Igreja Nossa Senhora do
Rosário, que a história está publicada no blog.
Fonte:
Arquivo biblioteca Municipal de Petrópolis


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