sábado, 24 de junho de 2017

Palácio Rio Negro



Palácio Rio Negro - Foto: Roberto Bessa
O Palácio Rio Negro que fica na Avenida Koeler, no Centro de Petrópolis, foi erguido por Manoel Gomes de Carvalho, Barão do Rio Negro, co objetivo de ser seu Palácio de Verão, que após três meses da proclamação da República, no ano de 1889, adquiriu o terreno que pertencia aos herdeiros da família Klippel. Entretanto, pouco usufruiu, pois acabou transferindo seu negócio do ramo de cafeicultura para Paris, por conta disso, seu Palácio acabou sendo alugado pelo Estado do Rio de Janeiro, no momento em que Petrópolis tornou-se a capital do Estado.

No mês de Fevereiro de 1896, tanto o  Palácio quanto a residência que existia ao lado, pertencentes aos herdeiros do Barão do Rio Negro, foram vendidos ao Estado do Rio de Janeiro e passou a servir como residência oficial do governante. Mas, em 1903, o Palácio passou a pertencer ao Governo Federal e com isso tornou-se residência oficial de verão dos presidentes da República.

Em fevereiro de 1896, o Palácio e a casa ao lado, pertencentes a um dos filhos do Barão, foram vendidos ao Estado do Rio de Janeiro para servir de residência oficial do governante. Em 1903, o Palácio foi incorporado ao Governo Federal e passou a ser residência oficial de verão dos presidentes da República.

É também um museu dedicado à memória da República. Dentre os presidentes que passaram os verões no Palácio Rio Negro estão: Rodrigues Alves, Afonso Pena, Nilo Peçanha, Hermes da Fonseca, Wenceslau Brás, Epitácio Pessoa, Artur Bernardes, Washington Luiz, Getúlio Vargas, Gaspar Dutra, Café Filho, Juscelino Kubitschek, João Goulart e Costa e Silva. O seu mais assíduo frequentador foi o Presidente Getúlio Vargas e Luis Inácio Lula da Silva em 2008. O casamento de Hermes da Fonseca com a senhora Nair de Teffé, foi celebrado no Palácio.

Por várias décadas, constituíram-se relatos a respeito de fatos curiosos sobre a passagem de alguns presidentes, que hoje são fontes de pesquisa sobre a presença da República na cidade. De acordo com informações, o Palácio Rio Negro é vinculado ao Museu da República, ao IBRAM e integra a memória da cidade de Petrópolis.

Foram feitos no piso do andar térreo restaurações que revelaram a decoração original em madeira de pés de café, que era símbolo da riqueza do Barão do Rio Negro e em exposição estão o mobiliário e os objetos que foram selecionados do acervo sob a guarda do Museu da República e quadros de todos os presidentes se hospedaram nos verões em ordem cronológica, desde Washington Luiz até Luis Inácio Lula da Silva.



segunda-feira, 19 de junho de 2017

Cervejaria Bohemia


Fonte: Cortesia André Luiz
Petrópolis é conhecida por sua fabricação de cervejas artesanais e por suas fábricas da cerveja Itaipava e a mais tradicional a Cervejaria Bohemia.

No ano de 1850, Henrique Leiden foi o responsável por trazer ao Brasil as indústrias cervejeiras e ao chegar a Petrópolis fundou uma fábrica de cervejas. Após dez anos, Henrique Kremer um colono alemão, que morou na cidade, cuja residência se encontra na Avenida Koler, tornou-se o proprietário da cervejaria e junto com sua família expandiu a fábrica. Seu neto assumiu e ficou a frente do negócio e modernizou todo o processo da Fábrica, que por sua vez já havia adquirido reconhecimento.

Foto: Internet
Foi no ano de 1898 que a fábrica recebeu o nome de Cervejaria Bohemia, que permanece até os dias de hoje. Começaram então a ser produzidas diversos tipos de cervejas, tais como: Viena, Quitandinha, Bohemia, Petrópolis Back Maite e Bola Preta e os chopes tanto claros quando escuros e refrigerantes. O mestre cervejeiro Alberto Duringer, formado na Suíça, passou a fazer parte dos funcionários que trabalhavam na fábrica.

Foto: Internet
No início do século XX, a Bohemia passou a ser reconhecida como a mais importante fábrica de cervejas do Estado do Rio de Janeiro e exportou cervejas para diversos Estados Brasileiros, tendo como matérias-primas nacionais e internacionais de melhor qualidade. Em 1972, a Cervejaria ganha forma que hoje é conhecida, pois com o aumento de produção, se tornou uma fábrica pequena para acompanhar o crescimento. No ano de 1998 as cerveja passaram a ser fabricadas em uma unidade de Jacarepaguá, porém a fabricação continuou aumentando e como conseqüência a distribuição também.

No século XIX, no início, mas precisamente em 2002 começa a se desenvolver um conceito de harmonização gastronômica da cerveja e então a Bohemia lançou a cerveja Bohemia escura de estilo Schwarzbier que foi produzida com maltes raros e importados de Munique, na Alemanha e a primeira cerveja a base de trigo, conhecida como Bohemia Weiss. Nos anos de 2005, 2008, 2010 e 2011 foram lançadas as cervejas de edição limitada e as latas de 310ML e as novas embalagens.

Em 2012 a fábrica é reaberta depois de passar por reformas e foi criado um museu da cerveja e um restaurante. No ano seguinte a Bohemia ganhou uma medalha de ouro no festival brasileiro da cerveja e em 2014, 2015 a cervejaria lançou mais cervejas novas.
Foto: Internet

Em 2016 ocorreu de lançamento de três cervejas em homenagem a Petrópolis, Aura Lager, 14-weiss e 838 Pale Ale  e em comemoração a vigésima sétima edição da Bauernfest, festa do colono alemão que acontece na cidade todos os anos entre os meses Junho e Julho, a cervejaria lançou a cerveja Bohemia Bauernfest e  a Magna Pils, inspirada nas flores hortênsias que tem na cidade desde o século XIX
As pessoas podem visitar a cervejaria e fazer um tour conhecendo a história, no site se encontra os dias e a hora de visitação além dos preços dos ingressos.

Fonte: http://www.bohemia.com.br/




segunda-feira, 12 de junho de 2017

Conservatório de Música


Museu Imperial e uma das sedes do Conservatório de Música
Fonte: Internet
Muito importante na vida musical das pessoas que moravam na Corte, uma instituição de ensino que formou músicos e organizou eventos, o conservatório de música do Rio de Janeiro foi fundado no segundo Reinado no ano de 1841, por Francisco Manuel da Silva, o autor do Hino Nacional Brasileiro, com o patrocínio do governo Imperial. Entretanto, começou a funcionar efetivamente no ano de 1848, em um salão do Museu Imperial no Rio de Janeiro, tendo somente seis professores.

A primeira sede do conservatório passou a ser no prédio da Academia Imperial de Belas Artes em 1855 e no mesmo ano começou a ser organizado concurso para a escolha de mestres e prêmio para viagens ao exterior. A sede foi inaugurada pela Princesa Isabel em 1872. Logo após o Brasil ter se tornado República, o conservatório passou por uma reforma e começou a ser chamado de Instituto Nacional de Música e seu diretor foi Leopoldo Miguez.

Durante a direção, 1913, de Alberto Nepomuceno, o Instituto teve uma nova sede, o currículo e o regimento interno foram repaginados também, além de terem sido abertos concursos para a contratação de novos docentes e a criação da Congregação da Instituição.

A primeira orquestra foi formada em 1923 e era regida por Francisco Braga. Já na Administração de Luciano Gallet, 1930, teve início uma nova reforma curricular e foi implantada durante a gestão de Guilherme Fontainha, que lançou também a Revista Brasileira de Música no ano de 1934. Com a absorção do Instituto pela Universidade do Rio de Janeiro, este acabou encerrando suas atividades como autônomo.

Casa Duque Estrada Meyer
Fonte: Internet
No ano de 1937 a Universidade do Rio de Janeiro passou a se chamar de Universidade do Brasil e o Instituto Escola Nacional de Música, porém em 1965 por conta do Decreto nº 4.759, a Universidade do Brasil voltou a ser chamada de Universidade do Rio de Janeiro e a Escola Nacional de Música, Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro


A relação do Instituto de Música com a cidade de Petrópolis, se dá através do músico, maestro e compositor Paulo Augusto Duque Estrada Meyer, o Duque Estrada Meye,um flautista de renome no Rio de Janeiro no final do século XIX e foi professor do Conservatório de Música e diretor do Instituto Nacional de Música, cuja sua residência construída em 1920, encontra na cidade e pertenceu aos seus herdeiros.

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Hospital Santa Teresa

Hospital tradicional de Petrópolis:

Um pouco da história de um dos hospitais conhecidos da cidade de Petrópolis e que em  sua estrutura carrega mais de 100 anos de História., Hospital Santa Teresa.

No dia 12 de março de 1876, há 141 anos, foi inaugurado pela família imperial o Hospital Santa Teresa, que recebeu esse nome em homenagem a Imperatriz Teresa Cristina, esposa de D Pedro II, que não mediu esforços para dar uma melhor assistência médica aos humildes.  De acordo com José Kopke Fróes, o terreno, que foi construído o hospital, foi adquirido pelo Sr. João Loos, que o comprou por quatro contos de réis. A pedra que deu origem a construção, foi lançada em 02 de fevereiro de 1871 e o projeto elaborado na mesma data, porém de 1872.  Os primeiros funcionários do hospital foram o Dr. Domingos Pereira de Brito e os enfermeiros João Enrique Kuhn e Miguel Suess.
Hospital  Santa Teresa  após a inauguração
Fonte: IHP

Em 29 de janeiro de 1901, o hospital foi entregue aos cuidados das irmães da congregação de Santa Catarina, através do decreto do presidente do Estado do Rio de Janeiro, nesse mesmo ano foram inauguradas algumas instalações do hospital, tais como, duas enfermarias para homens, uma de medicina, uma para cirurgia e duas para mulheres, além de uma mdesta capela, secretaria e a sala do médico.

Nos anos de 1910 a 1920 teve a inauguração da atual capela, além do sanatório S. José e depois para o pavilhão S. Geraldo,para o tratamento de tuberculosos e foi iniciada no mesmo ano a  construção do necrotério.Todas essas construções foram feitas sob a direção da irmã Julieta, que no ano de 1915, foi construída a casa das irmãs que estavam de serviço no hospital. Além disso, foram construídas também três enfermarias e uma seção de maternidade. Além disso, também foram criado um segundo pavimento de sanatório para tuberculosos, maternidade e a enfermaria infantil.

A irmã Paula Schaeffer,nascida em Juiz de Fora (MG), se mudou para Petrópolis para complementar seu curso que ainda era de noviça. Por conta da gripe da chamada gripe espanhola que assolou o Brasil no não de 1918, entrou no hospital substituindo a irmã Inácia.  Foi uma diretora importante para o hospital. Foi supervisora do ano de 1942 até 1948 e de 1950 até 1956, cujo nos primeiros aos de administração, no dia 07 de setembro de 1942, juntamente com a prefeitura, terminou a construção do então pronto socorro, que foi dirigido pelo Dr. Nelson de Sá Earp. Sob a supervisão da irmã Paula foi criado o banco de sangue.  Em 1945, ocorreu uma enchente na cidade e causou o tombamento de um ônibus com 69 nordestinos que foram atendidos no pronto socorro no período do carnaval.  
Hospital Santa Teresa
Fonte: Internet

Na comemoração do Centenário do hospital Santa Teresa, o Dom Pedro Gastão de Orlaes e Bragança , neto da Princesa Isabel e do Conde d’Eu, fez um discurso em homenagem ao hospital:

“Pedro Gastão de Orleans e Bragança (Dom)
Sinto-me muito à vontade para poder falar nesta casa.

Aqui nasceram quatro dos meus filhos.

Aqui, minha mulher, meu pai e minha mãe foram tão bem acolhidos e tratados por várias vezes.

Aqui também esteve minha avó, a Princesa Isabel, e meu avô o Conde d`Eu, acompanhando meu bisavô, o Imperador Dom Pedro II, quando colocou esta primeira pedra.

Depois de tão bonitos conceitos que ouvimos do nosso Prefeito, eu só queria dar uma pequena palavra de agradecimento.

Agradecimento às madres, agradecimento aos médicos, ao Dr. Nelson de Sá Earp, ao Dr. Donato D´Angelo, ao Dr. Aldo Labronice.

Eu sou pai de seis filhos, e quantas vezes senti aqui o carinho e o tratamento, depois de um braço quebrado, um pé torcido, uma perna em mau estado, ao cair de uma árvore, ou de um cavalo. Sempre senti aqui não somente o acolhimento da técnica, da eficiência dos médicos, mas o que sempre muito nos comoveu, a minha mulher e eu, foi o carinho, a compreensão, e a fé cristã, que é uma coisa muito importante para o doente, num momento de sofrimento sentir ao nosso lado, uma pessoa rezando, e pedindo a Deus para a salvação do corpo e da alma, uma equipe destas, freiras e médicos.

Minhas palavras são só para agradecer, como bisneto do Imperador, o carinho que minha família sempre aqui recebeu.”