Hospital tradicional de Petrópolis:
Um pouco da história de um dos hospitais conhecidos da
cidade de Petrópolis e que em sua estrutura carrega mais de 100 anos de
História., Hospital Santa Teresa.
No dia 12 de março de 1876, há 141 anos, foi inaugurado
pela família imperial o Hospital Santa Teresa, que recebeu esse nome em
homenagem a Imperatriz Teresa Cristina, esposa de D Pedro II, que não mediu
esforços para dar uma melhor assistência médica aos humildes. De acordo com José Kopke Fróes, o terreno,
que foi construído o hospital, foi adquirido pelo Sr. João Loos, que o comprou
por quatro contos de réis. A pedra que deu origem a construção, foi lançada em
02 de fevereiro de 1871 e o projeto elaborado na mesma data, porém de 1872. Os primeiros funcionários do hospital foram o
Dr. Domingos Pereira de Brito e os enfermeiros João Enrique Kuhn e Miguel
Suess.
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| Hospital Santa Teresa após a inauguração Fonte: IHP |
Em 29 de janeiro de 1901, o hospital foi entregue aos cuidados das
irmães da congregação de Santa Catarina, através do decreto do presidente do
Estado do Rio de Janeiro, nesse mesmo ano foram inauguradas algumas instalações
do hospital, tais como, duas enfermarias para homens, uma de medicina, uma para
cirurgia e duas para mulheres, além de uma mdesta capela, secretaria e a sala
do médico.
Nos anos de 1910 a 1920 teve a inauguração da atual capela, além do
sanatório S. José e depois para o pavilhão S. Geraldo,para o tratamento de
tuberculosos e foi iniciada no mesmo ano a
construção do necrotério.Todas essas construções foram feitas sob a direção
da irmã Julieta, que no ano de 1915, foi construída a casa das irmãs que
estavam de serviço no hospital. Além disso, foram construídas também três
enfermarias e uma seção de maternidade. Além disso, também foram criado um segundo
pavimento de sanatório para tuberculosos, maternidade e a enfermaria infantil.
A irmã Paula Schaeffer,nascida em Juiz de Fora (MG), se mudou para
Petrópolis para complementar seu curso que ainda era de noviça. Por conta da
gripe da chamada gripe espanhola que assolou o Brasil no não de 1918, entrou no
hospital substituindo a irmã Inácia. Foi
uma diretora importante para o hospital. Foi supervisora do ano de 1942 até
1948 e de 1950 até 1956, cujo nos primeiros aos de administração, no dia 07 de
setembro de 1942, juntamente com a prefeitura, terminou a construção do então
pronto socorro, que foi dirigido pelo Dr. Nelson de Sá Earp. Sob a supervisão
da irmã Paula foi criado o banco de sangue. Em 1945, ocorreu uma enchente na cidade e
causou o tombamento de um ônibus com 69 nordestinos que foram atendidos no pronto
socorro no período do carnaval.
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| Hospital Santa Teresa Fonte: Internet |
Na comemoração do Centenário do hospital Santa Teresa, o Dom Pedro
Gastão de Orlaes e Bragança , neto da Princesa Isabel e do Conde d’Eu, fez um
discurso em homenagem ao hospital:
“Pedro Gastão de Orleans e Bragança (Dom)
Sinto-me muito à vontade para poder falar
nesta casa.
Aqui nasceram quatro dos meus filhos.
Aqui, minha mulher, meu pai e minha mãe foram tão bem acolhidos e tratados por várias vezes.
Aqui também esteve minha avó, a Princesa Isabel, e meu avô o Conde d`Eu, acompanhando meu bisavô, o Imperador Dom Pedro II, quando colocou esta primeira pedra.
Depois de tão bonitos conceitos que ouvimos do nosso Prefeito, eu só queria dar uma pequena palavra de agradecimento.
Agradecimento às madres, agradecimento aos médicos, ao Dr. Nelson de Sá Earp, ao Dr. Donato D´Angelo, ao Dr. Aldo Labronice.
Eu sou pai de seis filhos, e quantas vezes senti aqui o carinho e o tratamento, depois de um braço quebrado, um pé torcido, uma perna em mau estado, ao cair de uma árvore, ou de um cavalo. Sempre senti aqui não somente o acolhimento da técnica, da eficiência dos médicos, mas o que sempre muito nos comoveu, a minha mulher e eu, foi o carinho, a compreensão, e a fé cristã, que é uma coisa muito importante para o doente, num momento de sofrimento sentir ao nosso lado, uma pessoa rezando, e pedindo a Deus para a salvação do corpo e da alma, uma equipe destas, freiras e médicos.
Minhas palavras são só para agradecer, como bisneto do Imperador, o carinho que minha família sempre aqui recebeu.”
Aqui nasceram quatro dos meus filhos.
Aqui, minha mulher, meu pai e minha mãe foram tão bem acolhidos e tratados por várias vezes.
Aqui também esteve minha avó, a Princesa Isabel, e meu avô o Conde d`Eu, acompanhando meu bisavô, o Imperador Dom Pedro II, quando colocou esta primeira pedra.
Depois de tão bonitos conceitos que ouvimos do nosso Prefeito, eu só queria dar uma pequena palavra de agradecimento.
Agradecimento às madres, agradecimento aos médicos, ao Dr. Nelson de Sá Earp, ao Dr. Donato D´Angelo, ao Dr. Aldo Labronice.
Eu sou pai de seis filhos, e quantas vezes senti aqui o carinho e o tratamento, depois de um braço quebrado, um pé torcido, uma perna em mau estado, ao cair de uma árvore, ou de um cavalo. Sempre senti aqui não somente o acolhimento da técnica, da eficiência dos médicos, mas o que sempre muito nos comoveu, a minha mulher e eu, foi o carinho, a compreensão, e a fé cristã, que é uma coisa muito importante para o doente, num momento de sofrimento sentir ao nosso lado, uma pessoa rezando, e pedindo a Deus para a salvação do corpo e da alma, uma equipe destas, freiras e médicos.
Minhas palavras são só para agradecer, como bisneto do Imperador, o carinho que minha família sempre aqui recebeu.”


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