domingo, 23 de abril de 2017

Dia dos Escoteiros - 23 de Abril


“SEMPRE ALERTA”
            
 O escotismo foi fundado no ano de 1907 pelo militar inglês Robert Stephenson Smyth Baden-Powell, que tinha por objetivo ensinar valores morais através de atividades práticas ao ar livre, valores estes que priorizavam a honra, baseado na Promessa e Lei Escoteira, permitindo o crescimento do jovem como cidadão pelo seu próprio esforço, desenvolvendo a fraternidade, lealdade, responsabilidade, respeito e disciplina.

Em uma de suas campanhas militares Banden-Powell estava com o contingente de infantaria reduzido, e com muitos soldados bem dispostos nos serviços básicos de acampamento, como por exemplo, tarefas de cozinha, montagem de campo e primeiros socorros. Visto isso, resolveu colocar os jovens da região aliada para realizar essas atividades básicas, recuperando  sua infantaria. Com isso, o militar percebeu que os jovens tiveram uma boa atuação nas tarefas propostas. Assim, retornou ao seu país de origem e logo realizou o primeiro acampamento escoteiro da história, na Ilha de Brownsea,localizada na costa da Grã-Bretanha, testando pela primeira vez seu método educacional compilado em seu livro "Escotismo para Rapazes".

Os grupos escoteiros dividem-se pelas modalidades: Básica, ar e mar. Os jovens podem ingressar a partir dos 7 anos, encaixando-se nos ramos (categorias) Lobinho (7 a 10 anos), Escoteiro (11 a 14 anos), Sênior (15 a 17) ou Pioneiro (18 a 21). Após essa faixa etária, as pessoas podem ingressar como voluntários nos grupos como Escotistas, atuando na parte administrativa ou mesmo na parte prática/educacional.

No Brasil, o escotismo chegou em 1910, através de marinheiros que retornavam da Inglaterra no encouraçado Minas Gerais trazendo consigo uniformes e acessórios escoteiros depois de acompanhar de perto o sucesso do movimento de Baden-Powell. 

Petrópolis teve como primeiro grupo escoteiro o  80º Grupo Escoteiro General Rondon, localizado no bairro da Posse. Grupo este que infelizmente não existe mais. Já em maio de 1965 foi fundado por estudantes franciscanos o 35º Grupo Escoteiro João XXIII, no qual, sua sede está localizada hoje no bairro Quitandinha, no campus do Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC). Além desse grupo ainda ativo, a cidade conta com mais dois grupos escoteiros, 130º G.E. Dom Pedro, localizado no Bairro Bonfim no Campo de Aventuras Paraíso Açu e o e 132º G.E. Oliveira Bulhões no bairro do Cascatinha, na Fazenda Samambaia. 






Contatos G.E.s de Petrópolis:

35º G.E. JOÃO XXIII:  Av. Getúlio Vargas, 333 - Quitandinha, Petrópolis - RJ
(24) 99923-1148 

Reuniões todos os sábados, 14hs

132º G.E. OLIVEIRA BULHÕES: 
Estr. da Samambaia, 138 - Samambaia, Petrópolis - RJ

ge.cascatinha@gmail.com
Reuniões todos os sábados, 14hs

130º G.E. DOM PEDRO: Parque Nacional da Serra dos Orgãos - Estrada do Bonfim, 3511 Petrópolis - RJ
(24) 2236-0003

Reuniões todos os sábados, 10hs





quarta-feira, 19 de abril de 2017

Dia do Índio - 19 de Abril



O dia 19 de abril é celebrado no Brasil o dia do índio, essa data foi criada pelo presidente Getúlio Vargas, através do decreto-lei 5540 de 1943, pois na data de 19 de abril de 1940 foi realizado no México o primeiro Congresso Indigenista  Interamericano, que participaram diversos líderes governamentais e líderes indígenas. Os primeiros dias do Congresso os índios não apareceram, pois temiam ainda a perseguição do “homem branco”. Durante do congresso foi criado o Instituto Indigenista Interamericanos, que tem por objetivo zelar pelos direitos dos indígenas na América.  

Decreto-lei nº 5.540, de 02 de junho de 1943: o Brasil adotou essa recomendação do Congresso Indigenista Interamericano. Assinado pelo Presidente Getúlio Vargas e pelos Ministros Apolônio Sales e Oswaldo Aranha, e o seguinte o texto do Decreto:
O Presidente da República, usando da atribuição que lhe confere o art. 180 da Constituição, e tendo em vista que o Primeiro Congresso Indigenista Interamericano, reunido no México, em 1940, propôs aos países da América a adoção da data de 19 de abril para o "Dia do Índio", decreta:
Art. 1º - considerado - "Dia do Índio" - a data de 19 de abril.
Art. 2º- Revogam-se as disposições em contrário.
A recomendação de institucionalização do "Dia do Índio" tinha por objetivo geral, entre outros, outorgar aos governos americanos normas necessárias à orientação de suas políticas indigenistas. Já, em 1944, o Brasil celebrou a data, com solenidades, atividades educacionais e divulgação das culturas indígenas. Desde, então, existe a comemoração do "Dia do Índio", às vezes, estendida por uma semana, a "Semana do Índio".

ÍNDIOS NAS TERRAS PETROPOLITANAS:


Trilhas do Índio Coroado
Foto: Roberto Bessa
Os índios Brasileiros compreendem um número considerável de diferentes etnias que habitam o país por séculos. Quando os europeus chegaram ao chamando “Novo Mundo” esses povos eram compostos por tribos seminômades, ou seja, que vivem da caça, pesca e da agricultura e desenvolveram culturas distintas.  Porém, foram povos que sofreram com a disseminação de doenças trazidas pelos europeus, fazendo com que muitos índios viessem a falecer e com isso a população indígena diminuiu até meados do século XX e somente no ano 1980 voltou a crescer.
Várias foram contribuições culturais que esses povos deram para a sociedade, como por exemplo, o plantio da mandioca, do milho, frutas e o uso de plantas para fins de cura espiritual e da própria saúde física. Além de algumas palavras da língua portuguesa ser de origem indígena e do folclore.  Também foram importantes aliados dos portugueses, mesmo involuntários, na consolidação da conquista territorial, defendendo e fixando cada vez mais distantes fronteiras, e deram grande contribuição à composição da atua população nacional através da mestiçagem.

Outra questão interessante é a origem da palavra “índio” que era empregada na Idade Média para designar as pessoas do Extremo Oriente. Porém, como Colombo acreditava ter chegado às terras da índia chamou os nativos de “índios”, portanto conceito da palavra é totalmente de origem europeia. Os habitantes das terras do Novo mundo, nuca se viram como povos unificados e estavam constantemente guerreando entre si,assim,a identidade “índio” para todos aqueles povos só foi criada com a chegada dos europeus.O reconhecimento entre os membros das tribos eram feitas pelas etnias e as etnias inimigas eram chamados de caiapós, uma denominação tupi que significa” semelhante do macaco”
 A cidade de Petrópolis teve seus
 habitantes indígenas, na verdade foram as terras que deram origem à cidade. Os índios que ali viviam eram os chamados “índios coroados”, chamados assim pelos europeus, devido ao corte de seus cabelos que formavam no auto de suas cabeças uma espécie de coroa. De acordo com pesquisas, tinham por características físicas uma pele escura, estatura baixos, fisicamente feios, cabeças chatas, cabelos longos e negros. Andava nus e usavam urucum para fazer pinturas em seus corpos. Suas cabanas eram feitas de madeiras e cobertas por folhas. Usavam arco e flecha e seus utensílios eram feitos de pedra ou folhas trançadas. Porém com a colonização, esses índios acabaram sendo dizimados e aqueles que sobreviveram migraram em direção ao sertão, que eram regiões do interior do Brasil.

Índios na Rio + 20
Foto: Roberto Bessa

De acordo com pesquisas, a descoberta de vestígios de objetos indígenas nos rios de Petrópolis, reforçou a tese de que, na realidade, muitas picadas no caminho para Minas Gerais e que posteriormente foram aproveitadas pelos colonizadores, na realidade foram abertas pelos índios em seus movimentos migratórios.


Índios na Rio + 20 - Foto: Roberto Bessa

Índios na Rio + 20 - Foto: Roberto Bessa


sexta-feira, 7 de abril de 2017

Casa Ipiranga

Uma casa ou seus sete erros:

Mansão Tavares Guerra
Foto: Roberto Bessa
     A Casa da Ipiranga que é conhecida como a Casa dos Sete erros, por conta de algumas diferenças que existem nas janelas e telhados nos lados do alçado principal, ou a Mansão de Tavares Guerra, foi projetada por José Tavares Guerra, que era o filho mais novo de Luiz Tavares Guerra um renomado exportador de café. Era afilhado Visconde de Mauá. Formou-se em finanças na Inglaterra e regressou ao Brasil após dez anos momento quando começou a idealizar o projeto da casa.  A execução do projeto foi coordenada pelo alemão engenheiro Karl Spangenberger.  A construção foi realizada no ano de 1884 e contou com a mão-de-obra de colonos imigrantes alemães ao invés de escrava.
     A casa se localiza na Rua do Ipiranga, antiga Joinville, número 716 no Centro de Petrópolis e matem as características originais, porém com alguns espaços requalificados, tais como: A cocheira que foi transformada em bistrô; sala de jantar que é revestida com madeira de jacarandá, muito comum nas construções antigas das residências da cidade, por conservar o ambiente de acordo com o clima, já que Petrópolis é uma cidade fria e a sala é utilizada para concertos.
     Outros detalhes que há de interessantes na casa são seus quase duzentos painéis pintados ao longo de dez anos pelo pintor austríaco Carl Schäffer, o lustre francês, o mesmo que foi usado no palácio de Versalles, de bronze e banhado de ouro; na antiga sala de música há pinturas no teto que recordam as viagens feitas por Tavares Guerra, nos Alpes Suíços, África, Bagdá, Egito, Índia e Palestina e as paredes são revestidas por papel de ouro; o espelho na porta que foi utilizado no século XIX como proteção contra mãos sujas que pudessem danificar as pinturas; e seu jardim que foi projetado pelo paisagista e botânico o francês Auguste François Marie Glaizio, o mesmo que projetou a Quinta da Boa Vista no Rio de janeiro. Além disso, aos redores da casa há uma capela e a casa foi a primeira na cidade a possuir luz elétrica, em 1896.
     O compositor maranhense César Nascimento define a Casa da Ipiranga: "É um grande violão".
     Hoje em dia, a casa ainda pertence a família Tavares e é aberta à visitações. Funciona como centro cultural com programações de concertos musicais, peças de teatro, exposições, oficinas e workshop e na antiga cocheira funciona um restaurante. As visitas são guiadas nos dias Sexta, Sábado e Domingo no horário de 14:00 às 18:00 e o restaurante funciona todos os dias a partir das 21h.




sábado, 1 de abril de 2017

Fazenda Samambaia

Uma importante Fazenda para o desenvolvimento de uma cidade:



Tradicional sino da Fazenda
Samambaia - Foto: Roberto Bessa


     A origem da cidade de Petrópolis está relacionada com a abertura da Variante do Caminho Novo aberta por Bernardo Soares de Proença. Essa Variante era conhecida como Caminho do Ouro, pois ligava à Minas Gerais de onde eram feitas as extrações de minérios. Mais tarde esse caminho ficou conhecido como Estrada Geral de Minas e hoje em dia é chamada de Estrada Real, onde foram doadas diversas sesmarias (lotes de terras) que se converteram em fazendas.
 
   Para a história de Petrópolis essas fazendas foram de suma importância, principalmente a fazenda do Rio da Cidade que pertencia ao Manuel Antunes Goulão, um português que enriqueceu com os minérios vindos do
Sede da Fazenda Samambaia
Foto: Roberto Bessa

  Estado de Minas Gerais. Manuel casou-se com a senhora Brittes Maria de Assunção, com quem teve seis filhos, que exerceram importantes atividades para o Império, Agostinho Goulão que se formou em Coimbra que recebeu a fazenda do senhor Antônio, e foi um político que participou da elaboração da Constituição de 1824; Luiz Joakim se ordenou padre, formou-se me Coimbra e não mais regressou ao Brasil; Antônio Tomaz de Aquino Correya da Silva Goulão, Padre Correya, que herdou o sítio da Ponte, que se converteu na Fazenda do Pe. Correia; Maria Brígida herdou a Fazenda Samambaia que se casou com Pedro Gonçalves Dias e legou a fazenda para seu filho mais velho, Luiz Gonçalves Dias Goulão, que nasceu em 1780 e ordenou-se padre no ano de 1805 e passou a residir na fazenda com sua mãe.
Capela da Fazenda Samambaia
Foto: Roberto Bessa
     
   A fazenda Samambaia ficava reclinada nos montes da margem do rio Piabanha, a partir das confluências com o Itamaraty e acabava em Correias e nas pedreiras do Caxambú. Nos anos de 1800, a Fazenda recebeu a visita de quase todos os naturalistas  viajantes estrangeiros, tais como, Cunha Mattos, Saint Hilaire, Mawe, Luccock, Langsdorf, Castelneau, Eschwege e Itier.
     Não era uma fazenda muito produtiva mas, era muito grande e asseada, cercada de araucárias. Uma das curiosidades é que na capela da fazenda Samambaia existe uma imagem de Nossa Senhora da Conceição, que foi trazida de Portugal e é considerada uma das mais antigas esculturas sacras da região. Segundo uma pesquisadora, a capela da fazenda Samambaia (antiga Belmonte) também foi construída por D. Brites, muito provavelmente foram com obras do Mestre Valentim, considerado junto com Aleijadinho, um dos maiores artistas da época.
Corredor da Fazenda nos dias
atuais - Foto: Roberto Bessa
     
   No mesmo ano, em  1800 após a morte de sua mãe, o Padre Correia continua a investir na fazenda, iniciando cultivo de frutas. Como oferecia sua casa para hospedagem, Padre Correia acabou se tornando popular na época e lembrado até hoje. Dom Pedro I costumava se hospedar na fazenda quando viajava para Ouro Preto e também nos verões quando fugia do calor do Rio, e acabava passando grandes temporadas junto com a dona Imperatriz Leopoldina.
     
  Em 1829, Dom Pedro tenta comprar a fazenda da Irma do Padre Correia (já falecido) mas ela não quis vender e ofereceu a ele a fazenda do Córrego Seco que estava hipotecada a seu filho, o Cônego Alberto da Cunha Barbosa. No ano seguinte Dom Pedro efetua a compra e batiza as terras como fazenda da Concórdia e planeja construir seu palácio de verão.
Sala de Jantar da Fazenda nos dias
atuais - Foto: Roberto Bessa
    
   No ano de 1940, a família Leite Garcia, comprou a fazenda e procurou-se restaurar o antigo local e hoje funciona como a Sede do Instituto Samambaia das Ciências Ambientais e Ecoturismo - ISCAE, que foi fundado por Jean Charles Garcia Barreto Goes em 2008, que por sua vez é neto de Antônio e Célia Leite. Além disso, atualmente na fazenda ocorre atividades voltadas para crianças e adultos, visitação turística guiada pelo próprio Jean Charles que explica em forma de palestra a história da fazenda.


Referência: TAULOIS, Antônio Eugênio- "Fazenda Samambaia", Instituto Histórico de Petrópolis,2010




Sala de Jantar da Fazenda nos dias
atuais - Foto: Roberto Bessa

Sala de Jantar da Fazenda nos dias
atuais - Foto: Roberto Bessa


Um dos quartos conserva uma cama de época - Foto: Roberto Bessa

Móveis de época - Foto: Roberto Bessa

Lustre de época - Foto: Roberto Bessa

Telefone já de época mais moderna
Foto: Roberto Bessa

Algumas obras de artistas recentes
ornam as paredes da atual fazenda
Foto: Roberto Bessa

Antigo crucifixo - Foto: Roberto Bessa 

Foto: Roberto Bessa

Caminho na fazenda - Foto: Roberto Bessa