sexta-feira, 7 de abril de 2017

Casa Ipiranga

Uma casa ou seus sete erros:

Mansão Tavares Guerra
Foto: Roberto Bessa
     A Casa da Ipiranga que é conhecida como a Casa dos Sete erros, por conta de algumas diferenças que existem nas janelas e telhados nos lados do alçado principal, ou a Mansão de Tavares Guerra, foi projetada por José Tavares Guerra, que era o filho mais novo de Luiz Tavares Guerra um renomado exportador de café. Era afilhado Visconde de Mauá. Formou-se em finanças na Inglaterra e regressou ao Brasil após dez anos momento quando começou a idealizar o projeto da casa.  A execução do projeto foi coordenada pelo alemão engenheiro Karl Spangenberger.  A construção foi realizada no ano de 1884 e contou com a mão-de-obra de colonos imigrantes alemães ao invés de escrava.
     A casa se localiza na Rua do Ipiranga, antiga Joinville, número 716 no Centro de Petrópolis e matem as características originais, porém com alguns espaços requalificados, tais como: A cocheira que foi transformada em bistrô; sala de jantar que é revestida com madeira de jacarandá, muito comum nas construções antigas das residências da cidade, por conservar o ambiente de acordo com o clima, já que Petrópolis é uma cidade fria e a sala é utilizada para concertos.
     Outros detalhes que há de interessantes na casa são seus quase duzentos painéis pintados ao longo de dez anos pelo pintor austríaco Carl Schäffer, o lustre francês, o mesmo que foi usado no palácio de Versalles, de bronze e banhado de ouro; na antiga sala de música há pinturas no teto que recordam as viagens feitas por Tavares Guerra, nos Alpes Suíços, África, Bagdá, Egito, Índia e Palestina e as paredes são revestidas por papel de ouro; o espelho na porta que foi utilizado no século XIX como proteção contra mãos sujas que pudessem danificar as pinturas; e seu jardim que foi projetado pelo paisagista e botânico o francês Auguste François Marie Glaizio, o mesmo que projetou a Quinta da Boa Vista no Rio de janeiro. Além disso, aos redores da casa há uma capela e a casa foi a primeira na cidade a possuir luz elétrica, em 1896.
     O compositor maranhense César Nascimento define a Casa da Ipiranga: "É um grande violão".
     Hoje em dia, a casa ainda pertence a família Tavares e é aberta à visitações. Funciona como centro cultural com programações de concertos musicais, peças de teatro, exposições, oficinas e workshop e na antiga cocheira funciona um restaurante. As visitas são guiadas nos dias Sexta, Sábado e Domingo no horário de 14:00 às 18:00 e o restaurante funciona todos os dias a partir das 21h.




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