Uma casa ou seus sete erros:
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Mansão Tavares Guerra
Foto: Roberto Bessa
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A casa se localiza na
Rua do Ipiranga, antiga Joinville, número 716 no Centro de Petrópolis e matem
as características originais, porém com alguns espaços requalificados, tais
como: A cocheira que foi transformada em bistrô; sala de jantar que é revestida
com madeira de jacarandá, muito comum nas construções antigas das residências
da cidade, por conservar o ambiente de acordo com o clima, já que Petrópolis é
uma cidade fria e a sala é utilizada para concertos.
Outros detalhes que há
de interessantes na casa são seus quase duzentos painéis pintados ao longo de
dez anos pelo pintor austríaco Carl Schäffer, o lustre francês, o
mesmo que foi usado no palácio de Versalles, de bronze e banhado de ouro; na
antiga sala de música há pinturas no teto que recordam as viagens feitas por
Tavares Guerra, nos Alpes Suíços, África, Bagdá, Egito, Índia e Palestina e as
paredes são revestidas por papel de ouro; o espelho na porta que foi utilizado
no século XIX como proteção contra mãos sujas que pudessem danificar as
pinturas; e seu jardim que foi projetado pelo paisagista e botânico o francês
Auguste François Marie Glaizio, o mesmo que projetou a Quinta da Boa Vista no
Rio de janeiro. Além disso, aos redores da casa há uma capela e a casa foi a primeira
na cidade a possuir luz elétrica, em 1896.
O compositor
maranhense César Nascimento define a Casa da Ipiranga: "É um grande
violão".
Hoje em dia, a casa
ainda pertence a família Tavares e é aberta à visitações. Funciona como centro
cultural com programações de concertos musicais, peças de teatro, exposições,
oficinas e workshop e na antiga cocheira funciona um restaurante. As visitas
são guiadas nos dias Sexta, Sábado e Domingo no horário de 14:00 às 18:00 e o
restaurante funciona todos os dias a partir das 21h.

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