terça-feira, 30 de maio de 2017

História da saúde em Petrópolis


Foto da Internet
Hospital Alcides Carneiro

Dentre os conteúdos abordados neste blog sobre a cidade de Petrópolis, talvez seja pertinente tratar sobre a saúde e doença, pois ao se estudar a área da História da Saúde e da Doença, torna-se possível entender alguns aspectos sociais. Por exemplo, ao falar  das doenças que afligiam uma determinada sociedade, começamos a perceber aspectos da condição de moradia, condições de higiene, dentre outros fatores, que se encontravam as pessoas, principalmente as pobres que habitavam a cidade, o país. Já as questões de saúde, estão atreladas à assistência médica e às formas de tratamento que eram realizadas.

Além disso, ao se estudar os conceitos de saúde e doença que estavam ou estão presentes no discurso das pessoas, torna-se possível entender a parte cultural da sociedade, pois muitas vezes esses conceitos estão relacionados ao sobrenatural, ao místico. Logo, para essas pessoas o tratamento deve ser feito a base de terapias populares, uso das plantas medicinais, entre outras formas de tratamento. Essas questões podem ver na história do Rio  de Janeiro, principalmente no período Imperial, quando a cidade foi assolada pela Febre Amarela e outras doenças durante o século XIX.

Petrópolis, foi uma cidade que teve sua importância, desde o primeiro reinado, servia de refúgio para aqueles que queriam fugir  do calor intenso nos verões da Côrte, no Rio de Janeiro. D. Pedro I passou muitos verões na Serra, hospedado na Fazenda do Padre Correa, inclusive por conta dos problemas de saúde de sua filha. Posteriormente,  comprou a sede da Fazenda do Córrego Seco, onde foi construído no Segundo Reinado de D. Pedro II o Palácio de Verão, atualmente é o Museu Imperial.

Varias pessoas começaram a se mudar para a cidade em busca de um clima mais ameno nos verões. Petrópolis serviu como local de tratamento para aqueles que sofriam com a tuberculose, devido ao seu clima mais fresco, com isso a cidade acabou sendo popularizada.

Foto: Internet
Em Maio de 1843, a Instituição do IPASE (Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores do Estado) que atuava no Rio de Janeiro e mantinha o Hospital dos servidores do Estado (HSE), dividiu o departamento de Tisiologia (tratamento da tuberculose), que cuidava dos servidores tuberculosos,  os encaminharam para serem internados nos sanatórios nas cidade de Petrópolis, Nova Friburgo e Campos do Jordão, logo foi adquirido no bairro de Correias, Distrito de Petrópolis,  o sanatório Bela Vista,  que em 01 de julho de 1843 se torna um hospital público.  No ano de 1850, foi ampliado e passa a ser chamado de Sanatório Alcides Carneiro, contendo  capacidade de 260 leitos para Tisiologia e Cirurgia Torácica.

Hoje, o sanatório Alcides Carneiro, é o Hospital público Alcides Carneiro (HAC) , que no ano de 1973, a faculdade de Medicina de Petrópolis, Fase (Faculdade Arthur Nelson de Sá Earp) passou a ter convênio e utiliza das instalações para auxiliar às aulas dos cursos de Medicina, Enfermagem, Nutrição. No ano 2000 a Universidade Católica de Petrópolis (UCP) passou também a ter convênio para as atividades do curso de Fisioterapia.

Fonte: http://www.alcidescarneiro.com/institucional/historico%20Hac.pdf






4 comentários:

  1. Ótimo post! Gosto desse blog porque ele sempre me ensina coisas que eu nem sonhava estudar.

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    1. Que bom que você gosta de nossas publicações! Agradeço muito pela presença em nosso blog, em breve vem mais curiosidades por ai! Ok

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  2. Gostaria de saber sobre o hospital que ficava aonde hoje é o condomínio vale do Sol, em correas

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  3. Estive internada neste hospital entre 1973 ou 1974 ,com problemas pulmonares, gostaria de mais informações a respeito desse hospital nessa época.

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