terça-feira, 9 de maio de 2017

Abolição da Escravidão no Brasil



Lei nº 3353 – de 13 de maio de 1888


Princesa Isabel - Foto: Internet
Há 129 anos, no Brasil, aconteceria o fim de um regime que aprisionou não só pessoas, mas culturas que vieram junto com os cativos de várias regiões da África. A lei Áurea, assinada pela princesa Isabel, em 13 de Maio de 1888, em seu pequeno texto libertava mais de 700 mil escravos, porém cativos já tinham sido libertas antes da abolição da escravidão, principalmente devido às outras leis, como a do Ventre Livre e do                      Sexagenário, dentre outros motivos que impulsionavam a liberdades dessas pessoas.

Escravos em fazenda de café - Foto: Internet
Uma das questões que trazia uma preocupação ao governo era a pressão pelo fim da escravidão que o país sofria, tanto por parte de países quando por quanto de manifestações e e rebeliões contra o regime escravista. Nesse cenário, homens e mulheres temiam serem prisioneiros e sofrerem violência. Contrapondo a isso, os senhores exigiam que a carga de trabalho fosse maior e que aumentassem os castigos físicos, o que acabou ocasionando a fugas e rebeliões e em alguns casos o assassinato dos senhores e feitores.

Assim a escravidão estava perdendo força, e os escravizados se tornavam cada vez mais articulados. Entretanto, mesmo que a polícia estivesse atuando a favor dos senhores, a indisciplina era total e os abolicionistas auxiliavam os cativos às fugas.

Outra questão que marca a libertação, é o fim da monarquia devido à crise que se instaurou. Porém, Mesmo a assinatura da lei sendo considerada o ato mais popular do Império, não agradou proprietários rurais.

A assinatura da Lei Áurea marca a pressão que o país sofreu para que fosse posto fim na escravidão. Após quatro séculos sob esse regime, o Brasil passa a ser um país livre da escravidão, que foi fruto de uma luta política e social.


Vale ressaltar a importância que essas pessoas escravizadas tiveram para a História de nosso país, como por exemplo, na economia, com  trabalhos duros e em más condições; na saúde com sua sabedoria de curar com plantas medicinais que se agregaram à sabedoria dos índios, dentre outras práticas terapêutica de cura; na gastronomia, na dança, na religião, etc. Essas pessoas foram protagonistas, mesmo que indiretamente, pois eram tratados como propriedade, para a construção social e cultural do Brasil.





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