segunda-feira, 2 de abril de 2018

PETRÓPOLIS E A MÚSICA



A música está presente constantemente em nossas vidas, seja para fazer uma caminhada, malhar, dançar, relaxar, festejar, entre outros aspectos. Além disso, ela traz em sim uma importante fonte tanto para educação como marcar cultural de um povo.
Por conta desses aspectos, resolvemos falar um pouco da música na cidade de Petrópolis. Toda a influência europeia que recebeu pela vinda dos colonos.
D. Pedro I  também era músico
Foto: Internet

Vamos então, iniciar traçando um pouco da História da música no Brasil, fazendo um link com o ano de fundação da cidade de Petrópolis em 1843, que foi o período no país, ainda Império, conhecido nas artes como Romantismo Brasileiro. Quando houve a estabilização política, pode-se também intensificar a vida cultural. A música erudita brasileira deste período foi influenciada pelo Romantismo europeu, através de artistas como: pintores, escritores, dramaturgos e os músicos.

A música teve um forte marco na educação da família real, seja na apreciação de D. João VI ou nas composições de D. Pedro I, tais como: uma Abertura, um Credo, o Hino da Carta, o Hino da Independência e o Hino da Maçonaria do Brasil. Seus instrumentos principais eram a clarineta, o fagote e o violoncelo, o que nos leva a imaginar as belas paisagens da Fazenda do Padre Correa inspirando-o a tocar belas sinfonias. Já Pedro II teve uma proveitosa atividade inclusive na educação musical desde que tomou posse como Imperador em 1841.


Música em Petrópolis:

Na cidade de Petrópolis a educação musical começou a fazer parte da vida das pessoas com a chegada das 600 famílias de colonos alemães no ano de 1845.
Vale ressaltar que Petrópolis tem na música uma de suas manifestações artísticas e culturais mais expressiva desde o século XIX. No início as bandas alemães, os coros nas igrejas, o cantar despreocupado da população e conjuntos musicais vindo de todo o Brasil. Propondo-nos imaginar as melodias cantadas pelos colonos ao longo dos trabalhos nas hortas e pomares dos diversos quarteirões.

As festas eram um costume muito comum entre os alemães, há relatos de haver em todas elas um sanfoneiro que tocava vários tipos de músicas nesses eventos, tais como: Polka, Mazurcas, Valsas e algumas músicas de motivos germânicos. Além das cantigas da época de seus locais de origem.

Escola de Música Santa Cecília
Foto: Internet
O primeiro músico que veio a aparecer na colônia de Petrópolis foi o senhor Gustavo Eckardt, natural de Hesse (um Estado da região central da Alemanha), que era um competente afinador de pianos. Organizou um conjunto musical que mais tarde transformou-se em uma banda. Após sua saída , assume o regente José Schaefer e banda denominou-se “Banda Schaefer”.
No ano de 1847 no governo sob o comando do Dr. José Maria da Silva Paranhos, que vinha a ser o futuro Visconde do Rio Branco, assinou uma lei que determinava a criação de uma escola de música na qual, se ensinasse de forma gratuita os meninos colonos e aos brasileiros, a prática dos instrumentos e o cantar.
Na cidade a primeira escola de música que veio a surgir foi a Escola de Música Santa Cecília, fundada pelo Maestro Paulo Carneiro em 1893 (de onde alguns alunos se destacaram pela execução das obras de Mozart).

Orquestra Anima e Coure- Concha acústica Museu Imperia
Foto: Vicktor Correa
Hoje Petrópolis conta com alguns cursos e professores particulares de música, escolas de Música tais como: Escola de Música do Santa Cecília, Escola de Música da UCP, a Escola de Música Fábrika de Sons e o Centro de Artes Suzuki. As orquestras: Orquestra de Câmara da UCP, Conjunto Anima
e Cuore, Orquestra do Palácio Itaboraí (FIOCRUZ de Petrópolis) e Orquestra do Centro de Artes Suzuki. Diversos corais como: Cant Vox, Coral Laos Deo, Princesas de Petrópolis  entre  muitos outros, ao ponto de termos periodicamente os concertos “Coral das Mil Vozes” aonde se reúnem muitos coros da cidade num belíssimo concerto.
Orquestra Petrobrás - Teatro D. Pedro
Foto: Vicktor Correa
Ocorre na cidade muitos eventos relacionados à música: apresentação dos corais na Igrejas, Concertos do Órgão da Catedral, Concertos na Sala da Batalha e na Concha Acústica no Museu Imperial, Feira Deguste (feira de cervejas artesanais que apresenta as bandas locais) e Solstício do Som (festival para bandas independentes). Há também os eventos que são um marco cultural na cidade como a Bauernfest, festa do colono alemão que traz tradições típicas da cultura germânica, comida, bebida e, claro a dança e a música, a Serra Serata (festa da Itália), que assim como a Bauernfest, traz também cultura tradicional dos colonos italianos e o Bunka Sai, festival dos colonos japoneses.


Serra Serata: Grupo de dança Rheinland Pfalz

Canto Gregoriano - Catedral
Foto: Vicktor Correa 
Bauernfest - Grupo Rheinland Pfalz
Foto: Vicktor Correa














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